quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
insensatez...
me foi questionado onde estavam as palavras nervosas que escarro. me foi perguntado onde perambula minha cinzenta alma. me pergunto também: onde?! tua insensatez me tira tudo... vontades, sorrisos, virtudes... todos se vão, ao léo como uma folha cai na primavera. a primavera mais negra dos últimos dez anos. acredito em Deus, acredito no amor. mas não sei mais até que ponto. se nem de escrever mais me encorajo. penso no amor, não me recordo de palavra mais complexa: é feito pra rir, pra ser feliz, e me faz chorar. um poeta me disse que sofrer é amar demais. e sempre o ridicularizei pela minha concepão criada do amor. hoje vejo sua razão: passo horas, dias, quem sabe séculos lutando por breves cinco minutos de atenção. e tudo que ganho é um não. depois ouço de flores, de suavidades. não entendo como uma alma tão amada pode ser tão insentada, insensível. é, é o que tu és para comigo: insensível. meus sentimentos são feridos como brinquedos usados e inutilizados. contando, dir-vo-ei adeus. sabes onde me encontrar. tenha uma boa explicação. porque eu não me encontro mais em tanto sentimento.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
obsessão.
dói ver que quem se ama não o faz.
corrói minhas frias veias ver que o que sinto não lhe traz.
eu não queria, eu não escolhi, apenas senti,
e todo meu mundo rodou, o que eu falava se calou.
brincadeiras se tornaram reais.
sentimentos, incontáveis tais.
que obsessão não se pode evitar.
estou obcecado, apaixonado, por te amar.
eu sei que não queres ver o sol se por
ao meu lado. não queres dizer que é amor.
mas se me conquistaste, não tenho culpa
eu te ponho toda a culpa por te amar.
corrói minhas frias veias ver que o que sinto não lhe traz.
eu não queria, eu não escolhi, apenas senti,
e todo meu mundo rodou, o que eu falava se calou.
brincadeiras se tornaram reais.
sentimentos, incontáveis tais.
que obsessão não se pode evitar.
estou obcecado, apaixonado, por te amar.
eu sei que não queres ver o sol se por
ao meu lado. não queres dizer que é amor.
mas se me conquistaste, não tenho culpa
eu te ponho toda a culpa por te amar.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
as estações
sabe, é besteira falar sobre estações do ano. sinto que, dentro em mim, elas não existem. ou melhor, existem sem regras, sem leis. selvagemente, elas vem e vão fingindo não ver as devastações que suas procissões me causam. mas, também sinto que a culpa é minha; inconscientemente, as coordeno. subitamente os ares que passam por meus olhos, levam minhas alegrias e trazem meus escárnios. folhas de papel voam. pessoas morrem. minha mente divaga, nas mais distantes órbitas. meus verões são os melhores. neles sinto a presença da amizade, do amor. mas quando os malditos ares escarneiam meu existir, e me vem o inverno, o amor não mais me existe. ao parar e pensar no que acontece, me vem o outono... tudo que eu havia construído, em um momento de desilusão, despenca de minhas vitórias, e cai suavemente no fogo do inferno. queima. morre. desaparece. e a primavera? está faz tempo que não aparece. fazem verões que não há vejo. mas as vagas lembranças que dela tenho, me trazem cheiro de flores, vitórias, amores. espero que ela venha de uma vez. porque ela se foi. primavera se foi.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
quem?!
sinto tudo se afastando de mim.
confesso mais que constato.
escárnio mais do que rio.
ignoro todos meus pontos vitais.
sinto tudo se afastando de mim,
como que se para voar
o mundo tivesse que de mim
se afastar.
sinto tudo se afastando de mim.
não tenho mais forças pra caminhar.
apenas quero parar.
sinto tudo se afastando de mim.
ou será que
quem se afasta das coisas sou eu?
confesso mais que constato.
escárnio mais do que rio.
ignoro todos meus pontos vitais.
sinto tudo se afastando de mim,
como que se para voar
o mundo tivesse que de mim
se afastar.
sinto tudo se afastando de mim.
não tenho mais forças pra caminhar.
apenas quero parar.
sinto tudo se afastando de mim.
ou será que
quem se afasta das coisas sou eu?
terça-feira, 25 de agosto de 2009
o tudo e o tudo novo .
deixara tudo. cansara-se da sua vida passada que ainda habitava sua alma. resolvera mudar. livrar-se da mesquinhês da rotina. pensara e repensara sobre quem era seu-eu. e chegara a conclusão de que era nada. por mais que o esforço fosse grande, não lhe era importante nada que habitava sua existência. amar?! era tão relativo. ao mesmo tempo que amava muitas coisas e tinha muitos amigos, não sabia exatamente se um dia realmente chegara a amar de verdade. sempre fora tão correto, mesmo sem saber direito o por quê. agora tudo lhe parecia tão precário. sua vida fora tão alternativa, que fora para ser vivida em um mundo alternativo. discorrer sobre seu estilo em um mundo desestilisado era o mesmo que tentar mudar o mundo apenas confiando na força governamental. ilusão. tudo era ilusório. as visões que lhe olhavam eram tão anuviadas que não conseguia enxergar direito. mudar! novamente, mas não de novo. jogar-se em um novo momento. livrar-se da superinformação, do correto, do seu próprio senso comum. o seu "clichê-alternativo". olhou para a mesa. ali estava sua foto, ao lado dos velhos amigos. o que será que pensavam ali? será que realmente tivera amigos? aonde eles estão agora? covardes... há alguns anos me chamavam de irmão. olhou para trás, a cama desarrumada e as velhices no chão. mas tudo bem, ele não iria mais delas precisar. renunciara toda a velha vida para um novo mundo.
terça-feira, 18 de agosto de 2009
a chuva. - segundo dizer -
tão distante. tão enganadora. tão... vital! nós, seres humanos, compreendemos mal e desprezamos a chuva. logo a sua revoltante lembrança, passamos à um enraivamento de nossos íntimos. tantos compromissos, tantos afazeres, e tantas paixões de uma tarde apenas. tudo, literalmente, por água abaixo. nesses dias tudo parece ficar mais lento. um simples gesto de abrir uma porta se torna uma lamuria. e, nessas horas, pensamos o quão fúteis fomos ao mal dizer do sol à pique. mesmo o falar com os amigos para cancelar o passeio não feito já nos é deturpado. parece-me que todos somos grandes tolos pouco pensantes, estes que imaginam a felicidade em poucas horas. felicidade errônea. e somos, sim, grandes tolos. a chuva, como já dito, é incompreendida. é um presente dos céus, se é que céus são alcançáveis... nós, pouco pensantes, precisamos de individualidade. dom este, pouco estimulado pela ânsia do à pique com os outros mal pensantes espalhados pela crosta. quando verte a água do céu, além de refazer as águas de nossas sedes, bela oportunidade nos dá para parar. quase que um aviso. mesmo que incompreendida, a chuva mostra que o nosso pouco pensar nos está fazendo quase que públicos. o individual nos é restrito, fazendo jus ao pensamento. por que ao contrário de reclamar, nós, de pouca inteligência, não nos procuramos dentro de nós mesmos? a individualidade pode te salvar a vida, e a chuva pode ser o caminho...
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
misantropo?
todos se perguntam seus defeitos. e qualidades. há pouco descobri que metade dos meus podem ser resumidas em misantropia. bom e ruim. bem e mal. eu, que sempre preguei amor e compaixão, sinto o ódio corroendo minhas veias como ácido potrefando um cadáver qualquer. meu coração palpita, mas já não por amor. ele bombeia todo este escárnio. frívolo. insano. corrente. as pessoas não me agradam. longe disso, me decepcionam. às vezes penso que encontro um porém dentre a futilidade dos de novos. mas não. atuam. brincam com você como brincavam com um boneco na infância. nenhum ser humano tem o direito de brincar com o sentimento de um igual a si. e por estas que controlo em mim todo o ódio pulsante de minhas veias. mas se eu pudesse, fazia-os experimentar o ínfimo do que me jogam na cara. se eu pudesse... os explodiria, todos de uma só vez. operários do inferno. vadios. sinto a misantropia em sua forma mais selvagem por dentro em mim. ah, se eu pudesse, simplesmente, dividi-la...
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