terça-feira, 17 de abril de 2012

peso.

ninguém viu, ninguém ouviu, ninguém sentiu.
era tal destreza de dester os olhos
que qualquer balão criava asas
e andava à tua sombra, procurando amor.

estranha sensação que pesa depois das casas.
estranho arpão de meras frases que atravessam-me.
maldito seja o dia em que segurei as tuas asas,
e o céu e lua e sol, todos, torturavam-me.

ninguém mais tem paz armada, ninguém mais consegue.
um tento teu, algumas horas, amor ao léo, e eu que caia.
se um dia te escreveres métodos, entregues-me algumas cópias.
te juro, tentarei junto aos teus passos, o toque desta alfaia.

até logo.

bem, tenho que dizer
que o peito calava e a voz parecia
que despencava das mil ilusões.
a paz que despeço não é de prever.

dessa vez o peito aperta no adeus.
em cada qual, uma vil vontade.
denovo atrasar os ponteiros
dormir noite a mais nos braços teus.

vai ver o tempo faça o moço
criar asas no coração, desencanar.
vai ver a saudade vai nos acostumar
mas não digo, assim, que o amor vai passear...

...porque ele está aqui.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

um tanto de amor contigo.

te esparrama aqui em cima
que a cama tá grande demais
só pro meu pesar!

por favor, me faz tua coberta,
chega mais perto,
me deixa ouvir o teu corpo falar!

e a falta que fazes, não fazes de ideia!
a mesma viagem que separa os abraços
rios de saudade de amarrar nossos braços!

não sei como é, não sei o que rompe as ideias,
só o que não sei é falar sobre ela.
me trava os sentidos, um tanto de amor contido.

um tanto de amor contigo.






pra não deixar morrer.

trazia nos olhos imenso farol,
e as vendas que eu tinha larguei num só nó.
pois quase ceguei seu imenso fervor,
num tiro, uma queda, me fez teu senhor.

crescente quimera que os sonhos altera,
que fazes de mim um sorriso que só
que fazes da vida não mais quiquoprós,
e fala da gente como se faz sol.

 que a tarde caia, eu via aqui só.
 faltava teu corpo deitado no meu.
 meus lábios procuram querendo o teu rosto,
 minhas mãos sobrecaem no meu lado, teu posto!

 me tens de um inteiro que nem sei contar,
 um tanto de asas batendo no ar.
 e nem um estado vai nos emplacar,
 meu bem, seja o mundo, vou atravessar!



quinta-feira, 5 de abril de 2012

errante

de santa não tinha
corria pernadas
na beira da estrada
mordendo pelas beiradas.

idade crescia,
o dia poentava,
os velhos grisalhos,
erranta a tratar.

dos moços da rua,
fazia um passeio.
às luas pedia
um pós-dia e dinheiro.

mas bela se olhava,
cansada no espelho,
as pernas cansadas,
o álcoolrroendo.

rasgada de tragos.
amada dos bixos.
rainha mazela,
codinome cadela.
benzida de santa,
rebenta de nada,
sedenda de vida,
dona, denovo,
da nada que a vida
em prol, lhe trazia,
do nada do nada
e do nada que havia.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

bem, meu bem.

pois então, de que me adianta
viver meias verdades,
não estar sempre de viagem,
juntar nossos trapos, um aqui, outro ali?

mas, diga! do que adianta?
ouvir músicas belas,
abraçar mais de mil quimeras,
se és tu a mais bela?

não! melhor mesmo é ficar.
esquentar um café,
esperando você chegar,
e deixar a vida mais bela.

que vivas aí, mas vivas em mim.
e em cada gole, tragada, piscada,
me sinta, me veja, esteja
pensando no aqui.
em quem sente, vê e está
pensando em você.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

dezoito.

e, então, depois de tal vazão,
tornear a vida em braços tais,
embarcar-nos em qualquer vagão,
em distintos e contrários finais.

de antemão, contar com tantos ais,
mudar-te a rua, a praça e o berço.
dormir nos becos com os animais,
valia a pena me entregar por qualquer preço.

se já não sou daqueles tradicionais,
se já não corro contra tais funerais,
hoje, na rua, cruzo eu com ti,
e, como em chico, "e aí, lararí!"!

ah, se soubesses o tão bem que me faz.
acho que até percebes o peso que traz.
se mudo até meu estilo de paz,
a escrita, o terço, deixo pra trás.