a noite chega lenta e calma,
a mente lembra, adia, a noite...
a tua face, o teu calor,
miragem num deserto ardor.
será que é calmo, ou realidade?
será que escarro, ou te trago aos braços.
que a chama vil permita que
o que passou ainda possa vir.
é tão real, é tão de pé.
é tão banal, é tão clichê.
é tão oposto à dor, teu rosto.
é devagar meu bel brazer.
mirando o norte,
a vida vai.
real ou sonho,
indo ao teu mais.
não olho atrás,
apenas vou.
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
terça-feira, 25 de outubro de 2011
à moça.
tanto tempo até te achar,
perdida em sonhos desertos,
com medo de se encontrar.
e ao meu olhar,
você não acreditou
nos nós.
e hoje estou aqui,
de joelhos para te provar
que é de se entregar,
é de se pensar,
eu vou te cuidar.
e entre momentos
de estar só ou estar são,
a tua estação na minha vida
me inverte a refração.
e essa fração do meu sentimento
que ponho em tuas mãos,
que sirva de motivo, de calor
pra que possas de novo sorrir.
perdida em sonhos desertos,
com medo de se encontrar.
e ao meu olhar,
você não acreditou
nos nós.
e hoje estou aqui,
de joelhos para te provar
que é de se entregar,
é de se pensar,
eu vou te cuidar.
e entre momentos
de estar só ou estar são,
a tua estação na minha vida
me inverte a refração.
e essa fração do meu sentimento
que ponho em tuas mãos,
que sirva de motivo, de calor
pra que possas de novo sorrir.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
manifesto cultural.
quase uma vida abraçados,
ou uma vida em cada abraço.
que decida se despacho,
ou que ame se te acho.
artesãos que tecem versos,
poetas que cospem fogo.
que tracem o amanhã,
ao tempo que pintam o rosto.
gritem seus léxicos tecidos.!
manifestem sua cultura!
retracem o sentido
desta capital de literatura.
que não fique no há de vir.
que o há que venha, dê e fique.
ares de revolução,
através de uma canção,
que misture todas as artes
em um copo e as agite.
!OPERÁRIOS DA ARTE, UNI-VOS!
ou uma vida em cada abraço.
que decida se despacho,
ou que ame se te acho.
artesãos que tecem versos,
poetas que cospem fogo.
que tracem o amanhã,
ao tempo que pintam o rosto.
gritem seus léxicos tecidos.!
manifestem sua cultura!
retracem o sentido
desta capital de literatura.
que não fique no há de vir.
que o há que venha, dê e fique.
ares de revolução,
através de uma canção,
que misture todas as artes
em um copo e as agite.
!OPERÁRIOS DA ARTE, UNI-VOS!
sábado, 8 de outubro de 2011
pleno.
ando por aí, perdido em becos e ruas.
leio poucas linhas de um livro antigo, no escuro.
talvez o peito corroa de saudades tuas,
estranho, mas ontem era tudo tão obscuro...
obsoleto ser que trama tratados conosco.
negro caminho que a gente insiste em seguir.
cair no mesmo precipício todas as vezes,
amar pra desamar, sempre que conseguir.
um tolo uma vez disse que amar é ruim,
que apenas mata a alma e nos mata aos poucos.
verdade é a dor que trazes a mim,
mentira é dizer que amor é para loucos.
se eu corro, se eu caio, se eu amo,
desamo, retraio e discorro.
é simples, é como um pedido a si mesmo, socorro!
só ama quem sofre em nome do outro.
leio poucas linhas de um livro antigo, no escuro.
talvez o peito corroa de saudades tuas,
estranho, mas ontem era tudo tão obscuro...
obsoleto ser que trama tratados conosco.
negro caminho que a gente insiste em seguir.
cair no mesmo precipício todas as vezes,
amar pra desamar, sempre que conseguir.
um tolo uma vez disse que amar é ruim,
que apenas mata a alma e nos mata aos poucos.
verdade é a dor que trazes a mim,
mentira é dizer que amor é para loucos.
se eu corro, se eu caio, se eu amo,
desamo, retraio e discorro.
é simples, é como um pedido a si mesmo, socorro!
só ama quem sofre em nome do outro.
é.
tem dias que dão e passam,
sem bancar o ostinato.
a beleza da rara admissão,
seres sentidos sem desacato.
o mar, em toda sua imensidão,
escárnio por um pedaço de pão.
dilúvios por um pouco de atenção,
meu tempo parado nas tuas mãos.
que vá, que venha, que morra, que nasça,
parece que agora és tu, mia senhora.
que cuide, cultive, não jogue as traças,
fermatas longas do instante agora.
sem bancar o ostinato.
a beleza da rara admissão,
seres sentidos sem desacato.
o mar, em toda sua imensidão,
escárnio por um pedaço de pão.
dilúvios por um pouco de atenção,
meu tempo parado nas tuas mãos.
que vá, que venha, que morra, que nasça,
parece que agora és tu, mia senhora.
que cuide, cultive, não jogue as traças,
fermatas longas do instante agora.
terça-feira, 4 de outubro de 2011
ao teu pedido.
olha só, pensei de não haver candura,
que a moça que passa na rua,
pudesse um dia me mostrar...
olha lá, os olhos de beleza pura,
a flor e sua formosura,
é de se pensar, se entregar, se jogar.
é má essa moça, é minha cura,
é, loira, tenho saudades tuas,
e acabei de te abraçar...
é pele, é claro, é são, é pura.
é moça e não me habitua
em tanto querer voar (no teu ar).
que a moça que passa na rua,
pudesse um dia me mostrar...
olha lá, os olhos de beleza pura,
a flor e sua formosura,
é de se pensar, se entregar, se jogar.
é má essa moça, é minha cura,
é, loira, tenho saudades tuas,
e acabei de te abraçar...
é pele, é claro, é são, é pura.
é moça e não me habitua
em tanto querer voar (no teu ar).
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
a sala escura.
pierrot. de boas intenções. desaprendido da vida. sonhador. e, apesar de não saber o verdadeiro sentido do amor, só sabia amar. vivia da entrega. era feito de bem. seu espírito era enorme. e o seu coração? ah, o seu coração... uns diziam que era um arranha-céu. outros contavam suas migalhas. ele? apesar de, por vezes, achar grandiosidades, sentia o maldito bater apertado, levando-se para frente, embalando-se, e dando um murro para tras. quase o afogava, efervecia sua garganta, dormia suas pernas, e o regredia dois ou três passos. mas ainda assim, vivia. procurava focar-se em tudo. trabalho, estudos, casa. mas nem tudo ia bem... eram dias frios, setembro, correria. sua insônia e sua condição o trouxerem a alma mais linda, o ser mais autêntico, os olhos mais... anímicos. e o coração resolveu pular, garrar-se no novo e desmurrar os pulmões. carinho, atenção. a-feto de amor. a vida, bandida, vendia-se por um ou dois carinhos. e o destino, algoz como tal, trocou as posições. tanto da alma, tanto do pierrot, dando do inverno. era tudo frio. era tudo silêncio. nem bem as árvores sabiam a quem recorrer. derrubaram suas folhas como primavera, e sentiam frio por estarem despidas neste vento. alias, ventava muito por ali. oxalá as posições fossem terçãs. não, trucidavam o homem como assassinas. o matavam de frio. o pisoteavam. chutavam sua fronte. expunham seus medos e vergonhas. regurgitavam lodo em sua silhueta branca, amarga e mal-querida. mas o homem, triste que só, acostumara-se com murros e pontapés. tinha sempre a sensação de ser um rato de laboratório, tomando venenos como promessas. ilusões como curas. acordara. e doia, doia muito. sangrava. estava a beira de um abismo, e não... ele não sabia voar. sua visão permitia apenas um palmo. breu. escuridão. evacuaram todas as cenas. enegreceram aquele lugar. o homem entrou, e fechou a porta. dera dois passos, nem bem sentia os pés no chão. seus olhos já eram inuteis. e o seu coração, de tão a frente que estava, quando voltou, arrebentou suas costas, abrira uma fossa, e atirara-se do abismo em que homem se encontrava. agora o pierrot estava lá, de pé, em uma sala escura, procurando apenas um interruptor de luz. não sabia o tamanho da sala. sequer sabia se era uma sala. balbuciara oração qualquer, e tateava as paredes, correndo sempre o risco de pisar em seu coração suicida, que estava no chão, ao alcance dos seus pés.
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