sábado, 16 de abril de 2011

interno (em teu leito)

dentro do meu peito
és pra mim leito.
amas-me lento,
morres vida sem receio.

traz-me teu sorriso,
pra me dar abrigo.
te penduro em fotos,
eternizando os votos.

meus vícios de linguagem,
julgo pouco pra imagem.
são efeitos que não trazem
o que teus olhos me fazem.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

torto.

bom dia.
vim até aqui,
enfrentei tormentos, tempestades e, todavia,
cheguei pra te oferecer.

bom dia.
já tens alguém para amar?
é bom te ver sorrir,
pintar retratos e vidas com teu pincel de ser,
ser aquilo que há de vir.

bom dia.
meu coração anda abandonado,
e cada vez mais em ti ligado.
eu me lembro, dizias-me que eras tua vida.
então, me queres pra sempre?

bom dia.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

tua ausência no papel.

é hora que passa e nada se mostra.
escondo em mim palavras de vão.
diante de mim, solidão se prosta,
me olhando a vontade da tua mão.

maldita abstinência de verbetes.
a ausência de ti se exibe, sorridente.
toma do meu ser alguns filetes
e liquidifica-me torrencialmente.

chama que se oscila e apaga.
não existe o antes, nem depois.
tampouco o agora me dá a mão.
nada existe na falta de nós dois.

não é mais simples caminhar,
compor as melodias sinceras.
se a esmo assim continuar
efêmeras platônicas quimeras.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

opus ópio.

de tanto que tanto encanto,
era de fronte a tristeza do óbvio.
não raro, anjos cantam meu recanto
com harpas desafinadas, um opus ópio.

mal seja a dita dos lábios teus!
mentes para mim como algoz!
amargura os atos doces meus,
(d)es-tampa em meu peito ato atroz.

cair-te-ia no lodo e na lama,
se não fosse, por assim dizer,
minha compaixão de quem ama.
mas trair te travestiu prazer.

pois, então, corrompa-se!!!
mate-se por inteiro e
leve-se de mim sem piedade!
amargurado ser,
de requièm já não se invade.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

rebrilhe-se.

pra que chorar em dias escuros?
pra que estancar-se em mágoas?
sempre haverão novos ares
que renovarão tuas águas.

não chores de nada,
já que sorrisos teus são tão belos.
dê aos tapas a cara,
viva dos sentimentos mais sinceros.

não canse de ouvir a mesma música,
releia mil vezes a poesia.
sorria enquanto viver,
o teu sorriso ilumina meu ser.

efêmera mágoa que desbrilha-te,
tristeza sã enquanto durar.
mas, vista-se de si mesma,
converta-se em rebrilhar.

sorria, cante, dance.
atue, mostre, ame.
seja enquanto viver.
teu ser ilumina meu ver.

poeto-lhe, espero-te e busco.
sonho e me esforço, pra assim,
te fazer, por conosco justo,
sorrir nossa vida pra mim.

terça-feira, 5 de abril de 2011

anímico.

tenho junto a mim dificuldade,
dentre tantos poentes, alguns maiores.
farto-me de inesperança e desagrado-me.
me olho nos olhos e revivo amar-te.

quebro palavras e colo-as invertidas.
forço consoantes em teus olhos
na esperança de tê-los mirando-me.

um retardado sentimental platonizando quimeras.
sincero-me da milésima vez que o ato.
mas encaro como a primeira vez, de fato.

entorto as frases na tentativa de laçar-te com elas.
tento, desesperadamente, acreditar que faço efeito.
doença anímica, essa, de amar-te profundamente.
e desamar-te da forma como amei-te lentamente.

sábado, 2 de abril de 2011

estrela,

tu me vês de onde estás?
diga que sim, diga que brilhas.
pois pra mim és mais norte que sol.

estrela,
serias tu forte ao ponto de me erguer?
brilharias tanto pra não existir final ponto?

estrela,
és das coisas mais belas do mundo,
por ti, tudo parece vago lá no fundo.

estrela,
ó, estrela, não deixe de brilhar.
onde estiver, lembres que me põe em pé.