terça-feira, 21 de setembro de 2010

amor.

estou apaixonado.
existe poesia maior que esta?

rimas soltas

se faço que hoje desfaço,
é pra um certo espaço,
por assim dizer,
deixar rastro.

o rastro de saudade
que inunda meu ser,
te traz um traço
de quem quer viver.

te olho com as mãos,
te pego nos olhos.
te trago em meus lábios,
o meu teto sólido.

enlouqueço porque
não sei mais o que
mantenho a dizer
ou começo a fazer.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

as primeiras letras do último verso.

olhos.
lindos e meus.
neles me vejo.
neles me sinto.
sinto que quero.
quero que sinta.
sinta o que quero.
e queira o que sinto.

paixão por amor.
amor por olhar.
olhar por em ti,
ver o que podemos ser.


te quero
hoje eu sei
amor não falta
inexplicavelmente
não nego
e digo que te quero.

chão de céu.

quero ver se consigo entender:
as palavras fluem como um céu
que derrama estrelas. as quais pisamos
sem dar-nos conta de um chão de céu.

o ser humano é incompreensível,
se acha tão esperto quanto um Deus.
algo que sua esperteza não pode
comprovar a existência.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

mas que evolução...!

me perco perante tanta coisa. já não sei para onde olhar, já não tenho dedos para tanto apertar. cores, luzes, sinais. minha mente pede fuga. mas não consigo. dependo de tudo isso. é pasmo meu estado ao perceber como é o ser humano. aprendemos a viver com, e desaprendemos a viver sem. mas mesmo com tanto futurismo, não há nada mais complexo que o entendimento do feminino ser da morena.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

live fast, die young!

há tempos que não penso de meu-eu. escuto estranhas harmonias revoltadas com o por hora de nossos dias. converso com pessoas que à meu rosto trazem sorrisos. minha vontade agora é indefinida. sinto vontade de amar e me resolver na vida. mas também sinto, e mais aínda, a necessidade de tragar um cigarro, beber algo bem forte, e acender a vida. viver o irreal, buscar a morte de forma violenta. violencia nua e crua com meu eu. pra quê? pelo simples fato de ser divertido. lia, esses dias, sobre a 'bebida purpura' de jostein gaarder, e me toquei de como somos tolos. queremos viver milhões de anos e ganhar muito dinheiro, e não nos damos conta de que morremos tristes. viva menos. aproveita mais. escute erudita. faça rocknroll. transe. brigue. fume. drogue-se. mas viva a vida com vida de verdade. e não morra a cada dia, com a desculpa de viver. amém.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

insensatez...

me foi questionado onde estavam as palavras nervosas que escarro. me foi perguntado onde perambula minha cinzenta alma. me pergunto também: onde?! tua insensatez me tira tudo... vontades, sorrisos, virtudes... todos se vão, ao léo como uma folha cai na primavera. a primavera mais negra dos últimos dez anos. acredito em Deus, acredito no amor. mas não sei mais até que ponto. se nem de escrever mais me encorajo. penso no amor, não me recordo de palavra mais complexa: é feito pra rir, pra ser feliz, e me faz chorar. um poeta me disse que sofrer é amar demais. e sempre o ridicularizei pela minha concepão criada do amor. hoje vejo sua razão: passo horas, dias, quem sabe séculos lutando por breves cinco minutos de atenção. e tudo que ganho é um não. depois ouço de flores, de suavidades. não entendo como uma alma tão amada pode ser tão insentada, insensível. é, é o que tu és para comigo: insensível. meus sentimentos são feridos como brinquedos usados e inutilizados. contando, dir-vo-ei adeus. sabes onde me encontrar. tenha uma boa explicação. porque eu não me encontro mais em tanto sentimento.